Depois de estar perdendo por 3 a 0, o time da América Central vira o jogo para 4 a 3, mostrando que não foi à Copa do Mundo à toa e que pode se tornar uma potência emergente do futebol.
A participação na última Copa do Mundo, com duas derrotas e um empate, em nada abalou a pequena nação, que teve a honra de marcar seu único gol no Mundial justamente contra a gigante Alemanha. Só o fato de participar da Copa já foi um grande feito, mas o futebol não se resume a um mês. Existe toda uma história de luta e superação.
A Concacaf adotou o modelo europeu da Nations League, e a seleção está no Grupo A, ao lado de outras cinco equipes, em uma chave na qual duas seleções se classificam para os playoffs. O grupo conta com República Dominicana, Costa Rica, Haiti, Trinidad e Tobago e Nicarágua.

Dessas seleções, apenas Nicarágua e República Dominicana nunca disputaram uma Copa do Mundo. Logo de cara, Curaçao enfrentou a equipe mais forte da chave: a Costa Rica.
Os críticos e conhecedores de futebol, com toda certeza, colocaram a vitória da Costa Rica como o resultado mais provável — e era justamente isso que estava acontecendo até os 65 minutos do segundo tempo. Até aquele momento, a Costa Rica vencia por 3 a 0.
Embora o jogo não apresentasse um domínio absoluto da Costa Rica e fosse relativamente equilibrado, o placar de 3 a 0 dava a impressão de que bastava tocar a bola e esperar o apito final.
Mas, de forma surpreendente, veio a reação de Curaçao. Em apenas 20 minutos, a seleção simplesmente virou a partida e mostrou que a frase mais batida do mundo do futebol continua verdadeira:
“O jogo só acaba quando termina!”
