O dia 1º de maio nunca será apenas mais uma data para o esporte brasileiro. Há 32 anos, o Brasil se despedia de , um dos maiores nomes da história mundial do automobilismo, mas também de um homem apaixonado por seu país, por sua gente e pelo futebol.

Conhecido mundialmente por sua genialidade na , Senna carregava dentro de si uma paixão que ia além das pistas: o amor pelo .
Em meio à fama internacional, aos títulos mundiais e à rotina intensa das corridas, Ayrton nunca escondeu seu lado torcedor. Sempre que podia, falava do Corinthians com orgulho.
Vestia camisas do clube, acompanhava jogos e demonstrava uma conexão verdadeira com o time do povo. Para muitos corinthianos, Senna representava exatamente aquilo que o clube simboliza: raça, superação, sofrimento e entrega absoluta até o último segundo.
Sua personalidade competitiva lembrava o espírito corinthiano. Ayrton não aceitava desistir.
Pilotava com coragem, determinação e uma vontade quase inacreditável de vencer. Na chuva, sob pressão ou enfrentando dores físicas, ele encontrava forças para continuar. Era como se cada volta carregasse a alma de milhões de brasileiros junto dele.
A relação entre Senna e o futebol também aproximava ainda mais o piloto do povo. Em uma época em que o Brasil parava aos domingos tanto para assistir Fórmula 1 quanto futebol, Ayrton se transformou em um símbolo nacional. Ele compreendia a paixão popular pelo esporte e se identificava com ela.

Muitos jogadores, torcedores e jornalistas da época viam nele a mesma emoção que existia dentro dos estádios.
Até hoje, o nome de Senna permanece vivo entre os corinthianos. Bandeiras com seu rosto aparecem nas arquibancadas, homenagens continuam sendo feitas e sua imagem segue ligada ao sentimento de orgulho e pertencimento do clube. Ayrton transcendeu o automobilismo. Tornou-se parte da cultura brasileira.
Trinta e dois anos depois de sua partida, a saudade continua. Mas também continua o legado de um homem que inspirou gerações com sua fé, disciplina e paixão pelaquilo que fazia.
O tempo passou. Novos campeões surgiram. O esporte mudou. Mas algumas figuras se tornam eternas porque representam algo maior do que vitórias.
Ayrton Senna era velocidade nas pistas, emoção nos domingos e coração corinthiano fora delas.
E talvez seja por isso que, mesmo depois de tanto tempo, o Brasil ainda sinta que perdeu não apenas um piloto, mas um pedaço de sua própria alma.