Vasco fora de casa, domina o jogo, faz 1 a 0, toma sufoco, mas vence uma partida importante!
Jogando na Bombonera lotada, o Vasco começa segurando o ímpeto do Boca Juniors e consegue abrir o placar aos 26 minutos, com Adson. No segundo tempo, Andrés Gómez é expulso por reclamação. Mesmo assim, o Gigante da Colina segura a pressão do time argentino e traz para casa uma importante vitória, dando um passo fundamental rumo à final da Sul-Americana, algo que não acontece há 26 anos.
A atmosfera na Argentina estava armada. Desde o fim de semana, os torcedores vascaínos estavam aprontando, no bom sentido: fazendo festa na porta do hotel, com casal, e invadindo lives de torcedores do Boca. O clima estava leve, pois, apesar de ser o Boca Juniors e de jogar na La Bombonera, a fase do Vasco está ótima. E sim, era possível acreditar em uma vitória! O Boca lendário já não existe mais, mas a camisa, a tradição e a mística da Bombonera continuam intactas. E por que não acreditar?
Até a noite de ontem (13), o Vasco tinha apenas uma vitória em confrontos contra o Boca Juniors: em um amistoso disputado em 24 de novembro de 1951, com o Expresso da Vitória, vencido por 3 a 0. Outros 13 encontros aconteceram entre as equipes, com sete empates e seis vitórias do Boca Juniors.
Mas os comandados de Fernando Diniz estavam dispostos a fazer história.
A bola rolou, e o Vasco não sentiu a pressão. Na verdade, dominou a partida. Nos primeiros dez minutos, o Boca praticamente não atacou, e parecia que o Vasco estava jogando em casa. A partida foi se equilibrando, porém, o time carioca não tremeu, não sentiu o peso do estádio e jogou de igual para igual.
Depois de uma disputa incansável pela lateral, Cuesta rouba a bola. O cruzamento chega à área, e Adson sobe mais alto que a defesa: 1 a 0 Vasco!
O jogo permaneceu equilibrado até Andrés Gómez ser expulso de forma infantil, por reclamação. Isso prejudicaria muito o Vasco. Com um jogador a mais, o Boca cresceu na partida e viu ali a chance de empatar e até virar o placar.
Mas time que quer ser campeão também precisa de sorte, e ela apareceu! Foi defesa de Léo Jardim, bola na trave e um verdadeiro “Deus nos acuda”! A pressão foi enorme, mas a defesa vascaína soube manter a calma, resistir e segurar o resultado até o fim.
Agora, meus amigos, a segunda batalha será em São Januário, com casa cheia e festa vascaína! Daqui a uma semana, no dia 20/10, milhões de vascaínos estarão unidos em uma corrente positiva, na esperança de levar o Gigante da Colina a mais uma final internacional!
VAMOS, VASCO! O SONHO CONTINUA!
