A Copa do Mundo não é feita apenas de vencedores, mas também de derrotados. Embora, para muitas seleções, apenas disputar o torneio já seja uma grande conquista, terminar a competição marcado como uma das piores equipes não é motivo de orgulho para nenhum jogador.
Entretanto, muitas das seleções que ficaram nas últimas posições fizeram boas apresentações. Demonstraram qualidade técnica, organização tática e, em alguns momentos, surpreenderam adversários e especialistas, contrariando as críticas de quem acreditava que a ampliação do número de participantes diminuiria o nível da competição.
Da Arábia Saudita ao Iraque, várias seleções terminaram na quarta colocação de seus grupos. O principal destaque negativo foi a Turquia. Mesmo contando com uma geração considerada muito talentosa, a equipe venceu apenas os Estados Unidos, quando os norte-americanos já estavam eliminados após duas derrotas, encerrando sua participação de forma bastante decepcionante.

Panamá e Haiti, por outro lado, apresentaram um futebol interessante, baseado na troca de passes e em uma postura ofensiva em diversos momentos. O Haiti, por exemplo, pressionou o Brasil durante o segundo tempo, fez uma partida muito equilibrada contra a Escócia e chegou a abrir o placar diante do Marrocos. Seus jogadores demonstraram grande entrega e superação técnica, surpreendendo adversários mais tradicionais.
Entre as seleções que terminaram nas últimas colocações, a que mais decepcionou em relação à sua própria história foi a Tunísia. A equipe teve atuações muito abaixo de seu potencial e, mesmo sem terminar na última posição, apresentou um futebol inferior ao do próprio Iraque, que acabou ficando na lanterna de seu grupo.
No fim das contas, a Copa do Mundo com 48 seleções mostrou-se um formato interessante. Além de ampliar a representatividade do futebol mundial, ofereceu espaço para países com menor tradição internacional demonstrarem sua evolução e, em muitos casos, desafiarem de igual para igual as seleções mais tradicionais do planeta.
