Ao despontar para o futebol no Nantes, em 1997, Makélélé desde os primórdios se mostrava um jogador diferente. Forte fisicamente, polivalente, marcador e extremamente aplicado taticamente, não demorou para que grandes times olhassem diferente para o jogador.
Bastassem duas temporadas no Olympique de Marseille, Makélélé já era cotado para substituir nomes como Deschamps e Patrick Vieira na seleção francesa. Após mais boas atuações, em 2000 o Real Madrid o contratou. Com forte personalidade, Makélélé se mostrou peça-chave para carregar o piano dos Galáticos (Figo, Ronaldo, Zidane, Beckham e cia).

Insatisfeito por ter um salário na época citado 5x menor do que outros titulares, Makélélé forçou uma saída do Real Madrid, mesmo com Florentino Pérez tentando evitar a situação. Makélélé já era um volante moderno, mas sem ser valorizado na Espanha, foi ser feliz de verdade no Chelsea, quando José Mourinho pediu seu nome.
E foi no Chelsea que Makélélé se consolidou como um volante chave, no esquema 4-3-3. Desarmando atrás, também aparecia para contribuir no ataque. Após 5 temporadas, o francês fez 217 jogos e foi multicampeão nos Blues. Em reta final de carreira, ainda teve um suspiro no PSG durante 2008-2011 até se aposentar.
Na Premier League, sua fama foi de ser um “Kanté” antes mesmo de Kanté existir no Chelsea. Anos depois, por coincidência, Kanté foi eleito o melhor jogador da PL, talvez com muito do legado de Makélélé.
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