Os comandados de Gilson Kleina sofreram nova derrota e, agora, a “Macaca” está há 19 jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro da Série B. Certamente, um recorde negativo. Porém, como destaque positivo, os garotos da Ponte Preta salvaram o clube de sofrer um W.O.
Seis meses sem salários, diretoria omissa, elenco principal em greve, última colocação da Série B, 19 pontos atrás do primeiro time fora da zona de rebaixamento e, principalmente, sem perspectiva. O que estamos vendo é uma possível morte de uma das equipes mais tradicionais e antigas do nosso futebol.
Mas a crise da Ponte Preta não começou este ano; ela apenas se agravou muito. Quando a equipe conquistou a Série C no ano passado, já estava há meses sem pagar salários.
Neste final de semana, 17 meninos salvaram a Ponte Preta de um W.O. Às pressas, Gilson Kleina foi chamado para tentar salvar a equipe, já que ele foi o comandante do time em diversas oportunidades. Vale lembrar que ele esteve à frente da Ponte em momentos importantes da história recente do clube, inclusive durante a conquista do título brasileiro da Série C, quando a equipe já enfrentava uma grave crise financeira.
O antigo treinador pediu demissão. Zanardi já estava no limite do desgaste, e a greve dos jogadores, somada à decisão da diretoria de, em vez de resolver o problema, mandar a equipe sub-20 a campo, deixou o treinador desgostoso, o que acabou provocando sua demissão.

Mas o que mais incomoda os jogadores é a omissão da diretoria, que há mais de um ano simplesmente mal aparece e está deixando o time mergulhar em uma crise sem fim.
Com essa nova derrota, a equipe, na última posição, já não vê esperança de escapar da Série C. Mas o pior é que a Ponte Preta corre sério risco de fechar as portas caso nada seja feito.
Casos parecidos já aconteceram com clubes como Cruzeiro e Botafogo. Talvez, diante do tamanho da crise, a única solução para a Ponte Preta seja fechar as portas e ser refundada: um novo CNPJ, uma nova instituição e, quem sabe, um novo começo.
Seria o fim da Ponte Preta? Ou ainda existe uma última chance de salvar uma das camisas mais tradicionais do futebol brasileiro?
