A final da 23ª Copa do Mundo não poderia ter outro vencedor: Espanha

Paulo Jorge
Por Paulo Jorge 4 Minutos de Leitura

COPA DO MUNDO

🆚 Espanha x Argentina
🥅 FINAL
16:00
🏟️ New York Stadium


A final da 23ª Copa do Mundo não poderia ter outro vencedor: Espanha

🇪🇸 ESCALAÇÃO DA ESPANHA

Unai Simón; Porro, Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz; Álex Baena, Dani Olmo, Lamine Yamal; Oyarzabal

🇦🇷 ESCALAÇÃO DA ARGENTINA

Dibu Martínez; Montiel, Romero, Lisandro, Tagliafico; De Paul, Enzo Fernández, Mac Allister, Nico González; Messi, Julián Álvarez


A final da 23ª Copa do Mundo não poderia ter outro vencedor: Espanha

Espanha domina a Argentina, vence na prorrogação e conquista o bicampeonato mundial

Após controlar a partida do início ao fim, criar as principais oportunidades e pressionar durante os 120 minutos, a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferran Torres, e conquistou seu segundo título mundial.

A Espanha começou impondo seu toque de bola e, nos primeiros cinco minutos de jogo, já chegou com perigo em duas oportunidades, ambas com Lamine Yamal, mostrando que queria assumir o controle da partida.

A seleção espanhola manteve sua característica de posse de bola, trocando passes e buscando furar a forte defesa argentina, que tentava diminuir os espaços. Pelo menos nos primeiros minutos, a estratégia argentina surtia efeito, já que a Espanha precisou diversas vezes recuar a bola para o goleiro e reiniciar toda a construção das jogadas.

A movimentação espanhola criava muita dificuldade para a marcação argentina, que sofria para sair jogando.

Quando a Espanha perdia a posse de bola, recuperava rapidamente. Sem opções para trocar passes, a Argentina recorria aos lançamentos longos, tentando uma ligação direta. Nos primeiros dez minutos, quem mandou na partida foi a Espanha.

A Argentina chegava com pouco perigo. A linha defensiva espanhola atuava adiantada, pressionando a saída de bola adversária.

Até os 30 minutos, o favoritismo era totalmente da Espanha, que criava as melhores oportunidades. A Argentina encontrava muitas dificuldades para construir jogadas, mas seu bloco defensivo seguia funcionando. O time hermano defendia-se com dez jogadores, deixando apenas Messi mais avançado.

O panorama do jogo estava bem definido: a Espanha valorizava a posse de bola, enquanto a Argentina permanecia entrincheirada, tentando explorar os contra-ataques.

No fim do primeiro tempo, o treinador argentino quis garantir que seus jogadores chegassem inteiros para a etapa final e fez uma substituição: Otamendi entrou no lugar de Lisandro Martínez, que já tinha cartão amarelo.

Segundo tempo

Logo aos dois minutos, Paredes errou um passe, Baena aproveitou a oportunidade, mas finalizou fraco de fora da área.

A Argentina voltou com sua conhecida estratégia de catimba, mas também um pouco mais atrevida.

Dani Olmo recebeu pela esquerda e cruzou para a área, porém a zaga argentina fez o corte.

A Espanha seguiu pressionando.

Até aquele momento, Yamal e Messi estavam apagados na partida.

A pressão espanhola era total. A Argentina estava completamente perdida em campo e, até os 20 minutos do segundo tempo, ainda não havia finalizado nenhuma vez na direção do gol espanhol.

A equipe argentina sofria com o desgaste físico e as lesões. Quando conseguia atacar, era rapidamente desarmada e sofria o contra-ataque. A Argentina permanecia praticamente o tempo todo na defesa.

O toque de bola envolvente da Espanha encurralava a Argentina. O goleiro Emiliano Martínez ia sendo o grande nome da partida.

A esperança argentina era um lampejo de Messi ou levar a decisão para os pênaltis, confiando em seu goleiro.

Enzo Fernández foi expulso após cometer uma falta dura, receber o segundo cartão amarelo e deixar a Argentina com um jogador a menos. O cenário tornava-se ainda mais complicado para os argentinos.

Fim do segundo tempo. A decisão foi para a prorrogação.

Prorrogação

A prorrogação começou da mesma forma que terminou o tempo regulamentar: pressão total da Espanha. Em um cruzamento para a área, Nico Williams cabeceou, mas Emiliano Martínez fez uma grande defesa.

Pouco depois, a Espanha chegou a marcar, mas o gol foi anulado por falta de ataque sobre Otamendi.

As estatísticas mostravam o domínio espanhol: 19 finalizações da Espanha contra nenhuma da Argentina.

Gol da Espanha!

Logo no início do segundo tempo da prorrogação, Ferran Torres abriu o placar com um belo chute dentro da área.

Após cruzamento da direita, Nico Williams desviou de cabeça para trás, e Ferran Torres finalizou sem chances para Emiliano Martínez.

Espanha 1 x 0 Argentina.

A justiça parecia estar sendo feita, mas o futebol sempre pode surpreender. A partida ainda não estava decidida.

Pouco depois, Ferran Torres voltou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

Venceu o futebol. Venceu quem procurou o jogo durante os 120 minutos. Venceu a seleção que teve coragem de atacar, que buscou a vitória do início ao fim e que demonstrou merecer a taça.

A Espanha conquistou seu segundo título mundial, igualando o Uruguai. A Argentina merece reconhecimento pelo esforço e por nunca desistir. No entanto, a equipe mostrou que depende muito de Messi para criar jogadas ofensivas e, sem o seu principal craque, tornou-se uma seleção extremamente competitiva na defesa, mas com poucas alternativas no ataque.


Confira a lista de convocados

  • Goleiros: Unai Simón (Athletic Bilbao), David Raya (Arsenal) e Joan García (Barcelona).
  • Defensores: Cucurella (Chelsea), Grimaldo (Bayer Leverkusen), Cubarsí (Barcelona), Laporte (Athletic Bilbao), Pubill (Atlético de Madrid), Eric García (Barcelona), Marcos Llorente (Atlético de Madrid) e Pedro Porro (Tottenham).
  • Meias: Pedri (Barcelona), Fabián Ruiz (PSG), Martín Zubimendi (Arsenal), Gavi (Barcelona), Rodri (Manchester City), Álex Baena (Atlético de Madrid) e Mikel Merino (Arsenal).
  • Atacantes: Mikel Oyarzabal (Real Sociedad), Dani Olmo (Barcelona), Nico Williams (Athletic Club), Yeremy Pino (Crystal Palace), Ferran Torres (Barcelona), Borja Iglesias (Celta de Vigo), Víctor Muñoz (Osasuna) e Lamine Yamal (Barcelona).

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Futuro jornalista , professor de história formado pela Unisuam , pesquisador do futebol e do subúrbio Carioca . Torcedor do Gigante da Colina.
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