Desde a era Adriano, a Seleção Brasileira vive um vazio no ataque central: nenhum camisa 9 se firmou como referência. Hoje, nas discussões que envolvem nomes como Gabriel Jesus e Richarlison, Endrick surge como a resposta que a Seleção tanto busca.
Endrick Felipe Moreira de Sousa foi revelado nas categorias de base do Palmeiras.
O jogador apareceu para o Brasil aos 15 anos, quando ajudou o clube a vencer a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2022, sendo premiado como melhor jogador e autor do gol mais bonito da competição.
Ainda em 2022, Endrick e o clube firmaram seu primeiro contrato profissional, com multa acima de 300 milhões de reais na época.
Ele se tornou o jogador mais jovem a marcar um gol como profissional pelo Palmeiras.
Mesmo conquistando enorme carinho da torcida e se destacando na mídia esportiva em todo o país, Endrick passou a maior parte da temporada como reserva.
Após a derrota do Palmeiras na semifinal da Libertadores contra o Boca Juniors, recebeu outra oportunidade e se tornou peça importante na conquista do título brasileiro, se destacando na virada de 4-3 contra o Botafogo, principal adversário pelo título naquele ano.
O desempenho no Brasil acelerou seu caminho para a Europa: vendido ao Real Madrid por cerca de 390 milhões de reais, Endrick é novamente o jogador mais jovem a marcar pelo clube merengue.
Sob o comando de Xabi Alonso, porém, passou grande parte da temporada sem oportunidades, enfrentando concorrência intensa no ataque.
Mesmo assim, manteve foco e disciplina, ganhando experiência em um dos maiores clubes do mundo.
Motivado pela Copa do Mundo, Endrick aceitou ser emprestado ao Lyon, da França.
O começo avassalador do atacante no clube Francês prova que sua decisão foi acertada: 5 gols em 5 jogos, sendo o último decisivo para a vitória sobre o Laval, garantindo a classificação para a próxima fase da Copa da França. Endrick evidencia por que deve fardar a camisa 9 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
O Jogador, apesar de ter apenas 19 anos, demonstra responsabilidade dentro e fora de campo. Sua vida pessoal nunca interferiu em suas apresentações, e mesmo quando entrou em “polêmicas” por se mostrar perspicaz em algumas entrevistas, demonstra excelente controle emocional e maturidade acima da média para a idade.
Endrick não é futuro. É presente. Dentro de campo, pode ser o incontestável camisa 9 que a Seleção Brasileira não possui desde a era Imperador.
Forte fisicamente, infiltra da ponta para o meio, movimenta-se inteligentemente abrindo espaços entre zagueiros, é habilidoso com a perna esquerda e finaliza com potência. Intensidade e personalidade fazem com que responda sempre que entra em campo.
Endrick precisa ser o camisa 9 titular do Brasil na próxima Copa do Mundo.
Larrisa Mendes
