Brasileirão 2026: As disputas dentro do campeonato

Noite de Copa
Por Noite de Copa 4 Minutos de Leitura

A análise abaixo considera continuidade de elenco, reforços, desempenho recente e o impacto do calendário continental,
hierarquizando os clubes em termos de competitividade ao longo do Brasileirão 2026.

O Brasileirão está a postos. Depois das reformulações anunciadas pela CBF sobre a arbitragem, chegou a hora de voltar à emoção de acompanhar cada jogo de uma das maiores competições do mundo. Serão mais de 309 dias de disputa, embora, essa não seja a maior edição da história do campeonato.

Os estaduais começaram em Janeiro, mas não podem ser considerados parâmetro para analisar o que um time pode entregar ao longo do Brasileirão, por isso, o Flamengo, atual campeão da competição, mesmo após um desempenho abaixo no Campeonato Carioca e a derrota para o São Paulo na primeira rodada, aparece como um dos principais candidatos ao título ao lado do Palmeiras. O rubro-negro manteve o elenco campeão da Libertadores e do Brasileirão de 2025, renovou com Filipe Luís e anunciou Lucas Paquetá, considerada a maior contratação do ano, deixando claro que o Flamengo não pretende parar de levantar troféus.

O Palmeiras manteve a base do elenco e renovou com Abel Ferreira, responsável por títulos recentes. O clube fez apenas uma
contratação considerada pontual, Marlon Freitas, ex-Botafogo, e se desfez de quatro jogadores, entre eles o ídolo e goleiro
Weverton. Mesmo após o fracasso em 2025, o Palmeiras segue como principal rival do Flamengo na busca pelo título.

Continuando no G4, o cenário aponta equilíbrio. O Cruzeiro teve um bom 2025 e investiu pesado na contratação de Gerson, mas pouco se movimentou no mercado. Apesar do elenco qualificado, o clube deve priorizar a Libertadores, competição que não disputava há sete anos. A mesma análise vale para o Fluminense, que, após uma boa temporada, fez contratações pontuais e demonstra um elenco entrosado e focado para 2026.

Considerado por muitos o clube que melhor contratou devido às necessidades, o Atlético-MG, após dois anos lutando contra o rebaixamento, garante ao torcedor que o Brasileirão será prioridade em 2026. E o Bahia, que segue se consolidado após a aquisição pelo Grupo City, apostou em contratações jovens, mirando desempenho esportivo e potenciais vendas, com o objetivo de repetir a classificação para a Libertadores.

Talvez um pouco mais abaixo, o Vasco da Gama, que chegou à final da Copa do Brasil em 2025, fez ótimas contratações e
demonstrou querer voltar às origens vitoriosas do clube, mas ainda precisa mostrar desempenho esportivo e um elenco entrosado no esquema tático de Fernando Diniz.

Mais abaixo na tabela, em um bloco mais instável, podemos ter Grêmio, Corinthians, Mirassol, Santos, Red Bull Bragantino e
Internacional.

O tricolor, após derrota no último clássico, ligou o sinal de alerta e ainda busca novos reforços, mesmo com bom treinador e time
competitivo, não aparenta ter força suficiente para brigar por vaga direta na Libertadores. Seguindo nessa linha, o Timão, campeão da Copa do Brasil em 2025, manteve sua base titular, demonstrando evolução no fim da última temporada, mas o elenco parece enxuto, principalmente considerando a disputa simultânea da Libertadores.

O Mirassol reformulou seu elenco e não começou bem o ano, mas mantém total confiança em Rafael Guanaes. Após campanha histórica, o clube entende que o foco é se consolidar no cenário nacional, porém conciliar a primeira participação continental com o Brasileirão será um desafio, devido a elenco e calendário.

O Santos, mesmo com a volta de Gabriel Barbosa e a manutenção de seu principal ídolo, não demonstra elenco suficiente para algo além de uma eventual vaga na Sul-Americana. O Red Bull Bragantino possui um cenário semelhante: começou a incomodar após 2019, teve um 2025 irregular e iniciou bem o Campeonato Paulista de 2026, mas não fez nenhuma grande reestruturação para ir além do 10º lugar de 2025.

Esses casos diferem do Internacional, que, após um péssimo 2025, renovou com Alan Patrick, mas teve orçamento limitado e
poucas contratações, também demonstra elenco insuficiente para frequentar a parte alta da tabela.

Entre a luta contra o rebaixamento e uma possível vaga na Sul-Americana, surgem clubes cercados de incertezas. Remo e
Athletico-PR, recém-promovidos, tentam se firmar na Série A. O Leão Azul passou por reformulação após a saída de seu artilheiro e aposta em um projeto focado na permanência, enquanto o Furacão manteve a base entrosada da Série B que mostrou evolução no fim de 2025.

Casos como Botafogo e São Paulo são mais complexos. O alvinegro, após um 2024 vitorioso, manteve-se no G6 em 2025, mas chega enfraquecido para 2026 após perder jogadores importantes e não realizar contratações de peso. O São Paulo, por sua vez, vive crise política e financeira, com dificuldades para reforçar o elenco e poucas perspectivas de competitividade nesta temporada.

Na parte de baixo da tabela, alguns clubes já começam o campeonato em modo sobrevivência. O Vitória escapou do rebaixamento apenas na última rodada de 2025 e, apesar de manter Jair Ventura, iniciou o ano de forma irregular, com elenco enfraquecido e desentrosado.

Situação parecida acontece com clubes que subiram em 2025: o Coritiba fez contratações pontuais, como Keno e
Pedro Rocha, mas ainda não empolga o torcedor e apresenta lacunas importantes, já a Chapecoense promoveu uma grande
reformulação, com mais de dez reforços, mas ainda tem um elenco limitado para uma Série A.

Apesar de contratações, investimentos, projetos e torcida, devemos lembrar que o Brasileirão é o campeonato mais mutável do mundo, e a instabilidade cria espaço para surpresas e decepções ao longo da temporada.

✍🏽 @larimdsn
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