ELIMINAÇÃO NA PRÉ-LIBERTADORES COLOCA PLANEJAMENTO DO BOTAFOGO EM XEQUE

Noite de Copa
Por Noite de Copa 2 Minutos de Leitura

A eliminação do Botafogo para o Barcelona de Guayaquil, ainda na fase preliminar da Libertadores, vai além de um tropeço esportivo. O resultado escancara uma instabilidade que já vinha sendo percebida nas últimas semanas e que agora ganha contornos mais amplos, dentro e fora de campo.

Um clube que pretende se manter entre os protagonistas do futebol sul-americano não pode tratar como circunstancial uma queda tão precoce. Cair antes mesmo da fase de grupos indica que algo não funciona como deveria, sobretudo para um time que recentemente conquistou títulos importantes e se colocou entre os principais projetos esportivos do continente.

ELIMINAÇÃO NA PRÉ-LIBERTADORES COLOCA PLANEJAMENTO DO BOTAFOGO EM XEQUE
Botafogo eliminado na pré-libertadores. Foto: Marcelo Theobald

Dentro de campo, o Botafogo voltou a apresentar problemas que têm se repetido ao longo da temporada. A fragilidade começa na meta. A falta de atenção com a posição de goleiro tornou-se evidente nas últimas semanas: nenhum dos nomes disponíveis transmite segurança consistente, e a instabilidade acaba contaminando todo o sistema defensivo.

No ataque, o cenário também preocupa. O time apresenta pouca variação de repertório, recorrendo com frequência a cruzamentos para a área e demonstrando pouca criatividade para quebrar linhas defensivas. Quando as oportunidades aparecem, surge outro problema recorrente: a ineficácia nas finalizações. O volume ofensivo existe em alguns momentos, mas raramente se transforma em gols.

Defensivamente, a irregularidade completa o quadro. O sistema oscila entre momentos de organização e lapsos de concentração que acabam custando caro, com erros de posicionamento e dificuldades para controlar transições adversárias.

Após a eliminação, o capitão Alex Telles resumiu o sentimento do elenco: “Muitas vezes, nós damos a cara, mas o clube não é feito só de jogadores. Coloco a mão no fogo por esse grupo, a gente não merecia isso. O futebol não aceita desaforo.”

O desconforto também aparece nos bastidores. Segundo o jornalista Rafael Marques, da ESPN, existe dentro do associativo do Botafogo uma corrente que torce para que surja alguém capaz de convencer John Textor a vender o clube para quem possa administrar a SAF de forma mais adequada.

O clube não confirma esse movimento publicamente, principalmente pelo risco de quebra de sigilo e pelo sentimento de gratidão pelo que Textor proporcionou em 2024, quando o Botafogo conquistou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

No futebol, porém, resultados recentes pesam tanto quanto conquistas passadas. E a eliminação continental recoloca pressão sobre um projeto que, até pouco tempo atrás, parecia consolidado.

Mais do que a derrota em si, a queda na pré-Libertadores expõe um conjunto de falhas — dentro e fora de campo — que ajudam a explicar por que o Botafogo hoje parece mais distante da solidez que um clube do seu tamanho precisa demonstrar.

✍🏽 | @ribeiiroddede
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