Desde as seleções dos anos 70, onde houve uma adaptação coletiva para alocar todos os camisas 10 em um sistema tático feito por Zagallo, até aos times em que levamos à Copa sem Romário (1998 e 2002), sem Alex (2006), sem Neymar (2010), entre outros, há fortes questionamentos se aproveitamos o maior potencial dos nossos atletas.
Talvez nenhuma outra seleção no mundo tenha tanto talento bruto em mãos e para seu melhor manuseio, requer-se tanto talento quanto para administrá-los. Pois bem, quais seleções se dariam ao luxo de abrir mão de Romário por dois mundiais? A seleção brasileira certamente é a seleção mais questionada sobre convocações, sejam dos que estão no time ou dos que estão fora.
Existirá uma seleção ideal? Dentre todos os convocados, nomes amplamente aprovados por torcida e imprensa, desenhados no melhor esquema tático, onde todos eles sejam potencializados ao máximo? A resposta como é de se imaginar, não. Ou dificilmente será.
A seleção dos sonhos é aquela idealizada no videogame, onde sua convocação não tem lesões, é feita através do seu gosto particular e longe de quaisquer ambiente de pressão. Exemplo: o torcedor do Fluminense que quer presentear o Fábio com uma icônica convocação aos 45 anos de idade, seria perfeitamente acessível no FIFA, porém como vemos, é de extrema raridade na vida real.
Não existe uma seleção perfeita. Já vimos o Brasil ser campeão sem ídolos, ex-melhores do mundo e com jogadores contestáveis tendo destaque. Também já vimos a seleção perder com grandes nomes em campo. A Copa do Mundo não é como um bolo de cenoura, onde acertando a receita, você terá a melhor refeição. Ela é o alinhamento dos astros que se reúnem a cada 4 anos e flertam com mais de 30 nações por todo o planeta.
A seleção ideal é a que ganha. Tal qual a de 1994 com Mazinho no lugar de Raí, como em 2002 o Luizão convocado e Romário de fora. Ou quem sabe a de 2026, sem Neymar… Será?
📝 @gabdeolv
